Existem vários fatores para a mulher da sociedade atual adiar a maternidade. O desejo de ser bem sucedida profissionalmente e a procura pelo pai perfeito são apenas dois deles. E quanto mais essa ocasião é adiada, mais o corpo feminino sofre alterações, o que pode dificultar na hora de optar por essa escolha. Acima de 35 anos, a gravidez já pode ser considerada de risco. E isso exige cuidados especiais e um acompanhamento mais rigoroso para que a mãe e o bebê não corram riscos.
A ginecologista Eliane Moraes diz que as principais dificuldades para mulheres acima de 35 anos conseguirem engravidar são problemas de ovulação, obstrução tubária, endometriose e doenças idiopáticas, que são aquelas que não sabemos as causas.
Existem tratamentos para o auxílio dessas mulheres que possuem dificuldades. A indução da ovulação é quando se tomam medicamentos para melhorar a qualidade da ovulação e aumentar o número de óvulos para a fecundação. Existe também a inseminação artificial intrauterina, que consiste em depositar espermatozoides móveis e capacitados no fundo da cavidade uterina no momento da ovulação.
Outra opção é a fertilização in vitro, uma técnica que consiste na colocação, em ambiente laboratorial, de um número entre 50 a 100 mil espermatozoides ao redor de cada óvulo, procurando obter embriões de boa qualidade que serão transferidos para a cavidade uterina. “Hoje em dia, com o avanço da ciência e dos estudos, esses procedimentos possuem poucos efeitos colaterais, desta forma não sendo agressivo para a mulher”, garante Eliane.
Outra opção é a fertilização in vitro, uma técnica que consiste na colocação, em ambiente laboratorial, de um número entre 50 a 100 mil espermatozoides ao redor de cada óvulo, procurando obter embriões de boa qualidade que serão transferidos para a cavidade uterina. “Hoje em dia, com o avanço da ciência e dos estudos, esses procedimentos possuem poucos efeitos colaterais, desta forma não sendo agressivo para a mulher”, garante Eliane.
Os riscos de saúde mais comuns que as mulheres poderão sofrer são hipertensão arterial, mais conhecida popularmente como pressão alta, que por consequência pode gerar uma pré-eclâmpsia, quando começam a aparecer sinais de inchaço nas pernas, podendo chegar a atingir o corpo inteiro e diminuir o suprimento de sangue e oxigênio ao feto, à placenta, aos rins, ao fígado, aos olhos, ao cérebro e a outros órgãos da mulher.
Outras doenças são a diabetes gestacional e a trombose venosa, quando se forma um coágulo dentro das veias, impedindo a passagem de sangue. Um risco maior ainda e irreversível, é a perda do bebê, já que mulheres gravidas entre essa idade correm maiores chances de aborto. “Se não houver nenhuma patologia gestacional, não haverá riscos para o feto”, afirma a ginecologista.
Outras doenças são a diabetes gestacional e a trombose venosa, quando se forma um coágulo dentro das veias, impedindo a passagem de sangue. Um risco maior ainda e irreversível, é a perda do bebê, já que mulheres gravidas entre essa idade correm maiores chances de aborto. “Se não houver nenhuma patologia gestacional, não haverá riscos para o feto”, afirma a ginecologista.
Para que a gravida não sofra nenhum desses riscos, é necessário acompanhamento médico intensivo. Eliane explica que existe um exame especial para grávidas nessa faixa etária. “Trata-se de um estudo genético através da punção de liquido amniótico”.
É o que faz a funcionária pública Andrea Corralo, de 37 anos, que está grávida de 5 meses do seu terceiro filho. Ela faz um rigoroso acompanhamento com médico e nutricionista, e pratica exercícios para gestantes. “Foi um susto para todos depois de 15 anos, que é a idade do meu filho meu filho mais novo. Mas é uma benção e agora estamos todos felizes”. Andrea acredita que as vantagens de ter filhos nessa faixa etária é a experiência e a melhor situação financeira. “Quando tive a Bruna, com 19 anos, eu e meu marido éramos apenas namorados. Hoje somos casados. As desvantagens são a perda da liberdade que se adquire depois de ter os filhos grandes e ter que começar tudo do zero mais uma vez”, conta.
A assistente social Lucia Martins teve seu terceiro filho quando tinha 41 anos. Ela já tinha uma menina com 14 e um menino com 11 anos. “A gravidez não foi planejada, mas depois de tantos anos foi uma surpresa maravilhosa”, afirma. Lucia diz não ter tido problemas durante a gestação, mas no último mês sofreu alterações na pressão, o que fez com que o médico optasse pela cesariana. Para não ganhar muito peso, ela fazia caminhada na praia todos os dias e controlava a alimentação. “Eu conversava muito com ele, escutava músicas. Me preparei durante toda a gravidez. Tanto que quando eu fui tê-lo, eu não senti as dores que senti quando tive os outros dois. Eu mentalizei ele e pedi para que me deixasse tranquila. Era como se estivéssemos vivenciando aquilo juntos”.
Eliane Moraes diz que ter um ambiente familiar tranquilo e agradável e uma dieta saudável rica em vegetais, frutas, proteínas pode aj udar para uma gravidez tranquila. “Os exercícios físicos mais recomendados para a futura mamãe são as caminhadas, hidroginástica, yoga, entre outros exercicios que apresentem um esforço moderado, desde que não haja restrições de seu médico”, explica.
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